Educação, uma arma.

Posted in comentários with tags , , , on Fevereiro 19, 2012 by profres3

Nos meus passeios virtuais, descobri este site com a seguinte frase de Nelson Mandela: “Education is the most powerful weapon which you can use to change the world.” Traduzindo a grosso modo dá qualquer coisa como: “A educação é a arma mais poderosa que podes usar para mudar o mundo.”

Deixou-me a pensar. Compreendi então porque é que qualquer governo eleito ou não pelo povo, tenta sempre destruir a educação pública.

links úteis

Posted in não caracterizado with tags on Janeiro 12, 2011 by profres3

Links úteis para programas curriculares do ensino básico e secundário:

http://www.dgidc.min-edu.pt/basico/Paginas/Programas_OrientacoesCurriculares.aspx

http://www.dgidc.min-edu.pt/secundario/Paginas/Progr_orient_curricSEC.aspx

http://www.sitio.anq.gov.pt/programas.html

paguem-me as multas a mim também

Posted in comentários, manifestações, pensamentos, reflexões with tags , , on Dezembro 28, 2010 by profres3

Ontem, estava a ver um telejornal e entre as notícias sobre a crise financeira que vivemos e as desgraças humanas e naturais que os noticiários tanto gostam de explorar, uma deixou-me boquiaberto e ao mesmo tempo revoltado e preocupado.

 

Boquiaberto – com a notícia em si mesma: “o estado vai passar a pagar as multas dos partidos políticos.”

 

Cada vez mais, neste país, a realidade se parece com a ficção; cada vez mais me parece que estamos a viver O triunfo dos porcos. Para os mais distraídos, O triunfo dos porcos é um livro de George Orwell, com o título original Animal farm e editado pela primeira vez em 1945. Existem diversas traduções do título (e do livro), mas parece-me para o caso que esta tradução assenta melhor.

 

Não é difícil encontrar informação na Internet sobre o livro, mas curioso e irónico é verificar que faz parte das recomendações de leitura do programa de Português do 9º ano de escolaridade.

 

Citado no site: http://www.wook.pt/ficha/o-triunfo-dos-porcos/a/id/65444

“Plano Nacional de Leitura

Livro recomendado no programa de português do 9º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada na sala de aula – Grau de Dificuldade II.

 

Publicado pela primeira vez em 1945, O Triunfo dos Porcos transformou-se na clássica fábula política deste século. Acrescentando-lhe a sua marca pessoal de mordacidade e perspicácia, George Orwell relata a história de uma revolução entre os animais de uma quinta e o modo como o idealismo foi traído pelo poder, pela corrupção e pela mentira.

O Triunfo dos Porcos de George Orwell”

 

Revoltado – não me parece muito difícil perceber porquê, mas uma vez mais para os mais distraídos, depois de acabar de ouvir falar sobre a crise financeira, onde os salários vão baixar efectivamente ou virtualmente através do aumento de impostos, é naturalíssimo ficar revoltado e ofendido com quem tem o poder de decisão neste país.

 

Uma vez mais a realidade aproxima-se da ficção: “todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que outros.”

 

Preocupado – com o futuro. Onde vamos parar?

 

Não sou estúpido ao ponto de dizer que, antes de haver a revolução na “quinta”, estávamos melhor, mas sou suficientemente inteligente para perceber que as diferenças são cada vez mais ténues. Arriscaria quase a dizer que a grande diferença é ainda poder, mais ou menos, usufruir da liberdade de expressão.

 

Mas outras preocupações perturbam a minha paz de espírito.

 

Eu sou um defensor da utilização dos transportes públicos que uso autonomamente desde os meus dez anos de idade. Estes são um óptimo barómetro para medir o mal-estar de um povo. Claro que os nossos políticos não usam transportes públicos e quando digo políticos refiro-me principalmente aos “nossos” deputados. Passo então a escrever algumas frases ouvidas nos transportes públicos, que sintetizam o sentir de um povo (por decência, pudor ou falta de coragem, decidi não colocar textualmente alguns dos epítetos com que são premiados os políticos deste país).

 

“É tudo uma cambada de ladrões.”

“A merda é a mesma, mudaram foram as moscas.” ou “A pia é a mesma, mudaram foram os porcos.”

“Era pôr uma bomba no parlamento e mandá-los a todos pelo ar.”

“São todos uns filhos da p***, querem é ir para lá mamar.”

E a minha preferida, talvez porque me fazer lembrar a aldeia de Asterix e Obélix:

“O pessoal juntava-se à porta do parlamento e quando os deputados estivessem a sair, um gajo dava-lhes um arraial de porrada com cacetes, à moda antiga. A ver se eles não atinavam logo dos cornos! Começavam logo a cagar fininho.”

 

Para terminar, enquanto português sinto vergonha de ter como deputados seres tão indescritíveis como aqueles que estão no parlamento e com quem eu não me identifico. Eu borraria a minha cara de merda cada vez que votasse em alguma coisa da qual o principal beneficiado fosse eu ou o meu partido. Isso lembra-me a questão: se a maioria dos votos numa eleição forem brancos, como é que será depois?

 

Se fosse como esta gente criava um partido e criaria benefícios só para quem fosse “mais animal que os outros”. Ah, pois! Eles já fizeram isso.

 

imaginação

Posted in vídeo with tags on Fevereiro 3, 2010 by profres3

A minha ex-aluna (agora a terminar o curso de arquitectura), referida no primeiro artigo deste blog enviou-me um mail com os links para os vídeos que aqui publico. Achou ela, e bem, que eu iria gostar de ouvir. Na verdade até acho importante partilhar.

“a pós-escravatura explicada às crianças”

Posted in reflexões with tags on Setembro 14, 2009 by profres3

«Os escravos do século XXI não precisam ser caçados, transportados e leiloados através de complexas e problemáticas redes comerciais de corpos humanos. Existe um monte deles formando filas e implorando por uma oportunidade de trocar suas vidas por um salário de miséria. O “desenvolvimento” capitalista alcançou um tal nível de sofisticação e crueldade que a maioria das pessoas no mundo tem de competir para serem exploradas, prostituídas ou escravizadas.»

Luther Blissett
Banco de citações da Wikipédia

escola exemplo

Posted in reflexões with tags , on Agosto 31, 2009 by profres3

Falava agora com uma amiga que foi colocada numa escola à qual eu também concorri como segunda escolha, mesmo ficando esta a 40 minutos de distância de minha casa.

Quando se fala de manter um corpo docente estável, esta escola deveria ser tomada como um exemplo. Hoje, por exemplo, apareceram na escola para almoçarem juntos, não só os professores efectivos (mesmo em férias) e a directora da escola, mas também aqueles que saíram e os que estão a chegar. Os que saíram trocaram pessoalmente informações com os que chegaram, não porque a isso são obrigados, mas porque a ligação com a escola e os alunos não se limita apenas às horrorosas questões burocráticas.

As ligações com esta escola são mais emocionais, onde a amizade perdura mesmo estando as pessoas afastadas fisicamente. Quero realçar a palavra pessoas, porque estou a falar de professores, auxiliares e alunos. Eu, que passei por essa escola entre 2000 e 2003, continuo a manter contacto com as pessoas de lá e, relativamente aos alunos, mantenho uma ligação que me permite continuar a seguir o seu percurso escolar e, sempre que solicitado pelos mesmos, apoiá-los no que me é possível.

No outro extremo desta realidade minoritária, temos uma percentagem muito maior de escolas onde tentam controlar tudo e todos, utilizando eu uma metáfora, à força do “cacete” ou se quisermos, sem metáforas, através de pressões psicológicas, chantagens emocionais, chantagens legais, etc. E se antes a escola era democrática e os conselhos executivos eram votados, agora, com conselhos directivos e directores nomeados, muitas das escolas tornaram-se pequenos feudos de regimes ditatoriais. Algumas pessoas poderão perguntar onde está a diferença e eu respondo que, neste caso em particular, está na possibilidade de alternância de poder, que atenuava as tendências ditatoriais de muitos presidentes de conselho executivo.

“Engraçado” é, não, ouvirmos professores, funcionários ou até mesmo alguns pais, dizerem que no tempo deles a escola (leia-se ensino) tinha mais qualidade, mas sim, ouvir pessoas que passaram pela escola há cinco anos atrás, a dizerem exactamente o mesmo.

defesa da língua portuguesa

Posted in comentários, reflexões with tags , , on Abril 21, 2009 by profres3

Com que moral pode Portugal discutir o acordo ortográfico, se a defesa da língua portuguesa é desprezada? Fará mais o Brasil pela língua portuguesa do que Portugal? Que poderá significar tudo isto?

Vejamos um artigo de hoje, do Diário de Notícias, que aqui transcrevo.

Novo ‘site’ reúne bibliotecas e arquivos mundiais

por LUÍS FILIPE RODRIGUES

World Digital Library será apresentada hoje de manhã na sede da UNESCO, em Paris, durante uma conferência de imprensa.

A partir de hoje, o acervo de diversas bibliotecas e arquivos mundiais estará reunido num só site. A plataforma, de nome World Digital Library (Biblioteca Digital Mundial), será apresentada pelas 11.00 na sede da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), em Paris. Depois, no endereço www.worlddigitallibrary.org poderão ser consultados, gratuitamente, livros e manuscritos, mas também mapas, gravuras, fotografias e pinturas, bem como partituras ou filmes.

O português é uma das sete línguas em que o site estará disponível, juntamente com o inglês, o francês, o espanhol, o chinês e o russo. Não obstante, as bibliotecas e arquivos nacionais decidiram ficar de fora desta iniciativa. Todos os materiais em língua portuguesa disponíveis na nova plataforma digital foram por isso doados por instituições do Brasil.

Apesar do projecto ter a chancela da UNESCO, a ideia partiu de James Billington, director da Biblioteca do Congresso dos EUA, que em 2005 o apresentou aos responsáveis por aquela organização da ONU. O objectivo é não só facilitar o acesso a um vasto leque de objectos e materiais, mas também promover valores como a diversidade linguística e cultural, unindo os vários povos e, simultaneamente, reduzindo o “fosso digital” entre os países desenvolvidos e o Terceiro Mundo.

De acordo um comunicado da UNESCO, o projecto visa ainda aumentar a qualidade e a variedade da oferta cultural na Internet, através da divulgação de materiais que poderão ser utilizados por “professores e académicos, mas também pelo grande público”. Para atingir estes objectivos, e desenvolver a nova plataforma, a Biblioteca do Congresso (EUA), colaborou com 32 outras instituições internacionais, incluindo a Biblioteca de Alexandria.

Entre os artigos que a partir de hoje poderão ser encontrados online encontra-se o Codex Giga, cedido pela Biblioteca Nacional da Suécia e considerado o maior manuscrito medieval. A Biblioteca Nacional do Brasil, por outro lado, cedeu algumas das mais antigas fotografias da América Latina, bem como mapas e obras cartográficas da época dos Descobrimentos.