escola exemplo

Falava agora com uma amiga que foi colocada numa escola à qual eu também concorri como segunda escolha, mesmo ficando esta a 40 minutos de distância de minha casa.

Quando se fala de manter um corpo docente estável, esta escola deveria ser tomada como um exemplo. Hoje, por exemplo, apareceram na escola para almoçarem juntos, não só os professores efectivos (mesmo em férias) e a directora da escola, mas também aqueles que saíram e os que estão a chegar. Os que saíram trocaram pessoalmente informações com os que chegaram, não porque a isso são obrigados, mas porque a ligação com a escola e os alunos não se limita apenas às horrorosas questões burocráticas.

As ligações com esta escola são mais emocionais, onde a amizade perdura mesmo estando as pessoas afastadas fisicamente. Quero realçar a palavra pessoas, porque estou a falar de professores, auxiliares e alunos. Eu, que passei por essa escola entre 2000 e 2003, continuo a manter contacto com as pessoas de lá e, relativamente aos alunos, mantenho uma ligação que me permite continuar a seguir o seu percurso escolar e, sempre que solicitado pelos mesmos, apoiá-los no que me é possível.

No outro extremo desta realidade minoritária, temos uma percentagem muito maior de escolas onde tentam controlar tudo e todos, utilizando eu uma metáfora, à força do “cacete” ou se quisermos, sem metáforas, através de pressões psicológicas, chantagens emocionais, chantagens legais, etc. E se antes a escola era democrática e os conselhos executivos eram votados, agora, com conselhos directivos e directores nomeados, muitas das escolas tornaram-se pequenos feudos de regimes ditatoriais. Algumas pessoas poderão perguntar onde está a diferença e eu respondo que, neste caso em particular, está na possibilidade de alternância de poder, que atenuava as tendências ditatoriais de muitos presidentes de conselho executivo.

“Engraçado” é, não, ouvirmos professores, funcionários ou até mesmo alguns pais, dizerem que no tempo deles a escola (leia-se ensino) tinha mais qualidade, mas sim, ouvir pessoas que passaram pela escola há cinco anos atrás, a dizerem exactamente o mesmo.

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